domingo, 5 de maio de 2013
Remanso
Este rio que passa distraído
Entre beirais retraídos
De quintais suburbanos,
Onde ainda se estendem
Roupas em varais de corda ,
Qual bandeiras desfraldadas
A pedir trégua ao tempo ;
Este rio que serpenteia vilarejos
Onde vivem passadas,
Pessoas que nada esperam do futuro,
A não ser um buraco fundo
No alto da colina
Junto aos teus antigos :
Este rio que passa montado
Na preguiça dos ventos de maio :
Este rio é espelho d'alma .
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A foto emoldura bem o poema...
ResponderExcluirObrigada amigo anônimo.
ResponderExcluirNOSSA, QUE LINDO ESSE POEMA!
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