Sou uma árvore.
Não repare minha nudez.
Sobre mim se abateram vendavais.
E o outono chegou antes
do tempo de chegar.
Agora espero da natureza calmaria,
para poder ouvir os sons
que viajam nas noites.
Mesmo as de luas ausentes
e sem estrelas.
Se me cortares
verás que a seiva
ainda brota deste
tronco maculado.
E que minhas raízes resistem.
Por isso quero estar acordada
se, por acaso, a coruja
piar à minha porta
e me anunciar um manto de primaveras,
para aquecer-me nas madrugadas frias
do inverno.
Oi Le
ResponderExcluirOi amiga
até o céu...
até a lua...
até o sol...
Abraços da Mara