domingo, 28 de outubro de 2012

Tempo ,Tempo, Tempo


Não posso mais brincar com o tempo.
 O tempo já foi meu pai,
 minha doce mãe,
 meu companheiro de estrada,
 parceiro de "gostosuras e travessuras".
 Ele agora é carrasco dos meus dias.
 Padrasto sem compaixão
 a me fustigar com vara curta:
 "- Anda,  corre mulher, corre !
 Não tenho mais paciência.
 Corre, corre!"
 E não adianta  pedir misericórdia
 que o relógio do tempo é a prova de choro.
 Não tem tic nem tac .
 É TOC,TOC,TOC!
 E eu tento manter o passo.
 Vou dançando no ritmo
 que me leva a brisa .
 Um fôlego bom aqui,
 outro ali. Sigo no vácuo
  do atrás e no da frente.
 Minha reserva de sonho e desejo,
 carregando nas costas
 o peso da minha consciência,
 no passo de tartaruga centenária.
 Mas na estrada,
 Viu tempo?
 Na estrada.
 Ainda tenho chão pela frente.


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