domingo, 16 de setembro de 2012

Gran Circo

O domador
coloca
sobre as fortes
mandíbulas
do Leão,
a cabeça.
Enquanto uma gota quente
sulca-lhe a testa,
mentalmente
conta até dez.

O palhaço
cola
no rosto
um nariz
postiço,
Finge uma boca
que exagera,
Pinta nos olhos
um brilho de purpurina
E fica
intrigado
com o eco
das gargalhadas!

6 comentários:

  1. Lindo mana!
    Me vi no circo.É uma pena que o Circo está acabando!
    Mas fica o seu Poema...
    Bjsss

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  2. Acho que é um poema mais triste do que sutil.Mas obrigado pela leitura, amigo anônimo.Prazer em recebe-lo aqui.Volte mais vezes.

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  3. Bonito demais..me levou até o filme de Selton Melo que tem
    essa essência. Beijo da Reca.

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