Para uma menina com um cachorro.
De repente vislumbro meu pai
que está a mirar-me
através dos olhos do cão.
Olhos ternos de pai,
Olhos mansos de cão.
E nessa inimaginável fenda, o tempo se congela.
A memória se abre feito uma tela de cinemascope.
Tudo é colorido. E a lembrança me envolve
num abraço quente:
Eu sou a menina que vira de lado
e se aconchega ao corpo adormecido da irmã.
O semblante tranquilo marcado por um sorriso.
O mundo é perfeito:
-Papai saiu para caçar. Talvez traga peixe também.
-"Valente, Combate, Neguinho!"
Os latidos desencontrados dos cachorros
vão se afastando dos meus ouvidos, se afastando...
Até que tudo se aquieta e o silêncio da madrugada
toma conta da casa novamente.
Durmo agarrada à minha infância.
Oh acaso!
Oh benfazeja memória!
Meu pai me ama
e o cão lambe-me
as mãos.
Parabéns!!! Você escreve muito bem!
ResponderExcluirMarlise
Marlise :)
ResponderExcluirLINDO, LINDO!
ResponderExcluircomo diria a sua amiga Jane; "voce é só sensibilidade"
ameiiiiiii!
bjssss
Valeu o apoio.Bjsss
ResponderExcluirLenir,Amei! Parece que a gente viveu o que você escreveu...Linda poesia.Beijos Marly
ResponderExcluirAmei vc.gostar Marly.Bjss
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